quarta-feira, 23 de abril de 2014

A Cruz é o que importa

“Mas eu, quando for levantado da terra, atrairei todos a mim”

(João 12:32)





Um pedaço de madeira. Um símbolo conhecido e encontrado no mundo inteiro. No pingente do colar, no para-brisa do carro, na porta da igreja, no panfleto jogado na calçada, na capa de um livro.

Pegue um livro que conte a história do mundo até hoje. Você irá percorrer suas páginas e em algum momento você saberá da cruz. Em alguma página você verá o quanto a idolatraram, e o quando a desprezaram. Em uma página ela estará coberta de ouro, na outra ela estará queimada. Em um parágrafo as pessoas dirão que não há motivo para viver senão por ela, no parágrafo seguinte você verá que essas mesmas pessoas usaram a cruz e jogaram-na no lixo.

A história e as pessoas fizeram de tudo com a cruz, menos ignorá-la.
Como ignorar esse marco constrangedor que repousa nessa linha infinita na história como um lembrete do motivo de estarmos aqui? Como deixar passar o que nos atrai, nos enche de esperança e de um questionamento que qualquer pessoa já teve quando olhou para a cruz:

Por quê?

A páscoa passou e com ela passou uma maioria que sofreu e lamentou o sofrimento e a morte de Cristo. Enquanto eu via as imagens dos diversos filmes que passaram durante todo o feriado mostrando a vida de Cristo, as músicas que tocavam e as cantatas que realizavam, eu lamentei por tantas pessoas acharem que realmente os soldados romanos maltrataram Jesus por escolha própria.

Quando você abre a Bíblia, você cai num poço profundo de águas cristalinas, e se afoga em tamanha graça que já não é possível viver dessa forma rasa como a maioria dos cristãos no Brasil vive.

A mão que segurou o martelo, as mãos que o açoitaram, as mãos que confeccionaram a coroa de espinhos, as mãos que colocaram a coroa, as vozes que ecoavam “Crucifica-o”, a decisão da crucificação e as mãos que jogaram a cruz nas costas do Cristo não foram as mãos e não foram as vozes de romanos e judeus enciumados e odiosos. Foi Cristo.

Se o soldado tivesse pestanejado no momento de pregar os cravos, Jesus o faria. Você não entende? A decisão de morrer por você não foi dos judeus, dos romanos... A escolha foi de Cristo! Ele se decidiu por você.

O que você acha que ele fez quando recebeu um anjo consolador como resposta da sua oração cheia de aflição pedindo que o Pai passasse dele aquele cálice? Ele não conseguiu suportar a ideia de uma eternidade sem você. Ele decidiu por você. Dessa forma, já não existe condenação para quem está Nele.

Foi o próprio Jesus que o açoitou, que cravou os espinhos, que segurou o martelo.
E você aí, achando que Ele não se importa com você.

A cruz é o centro do evangelho, da vida, do mundo. E nem eu, nem você, nem ninguém pode negar isso. Não porque a gente não quer ou que alguém nos obrigue a reconhecê-la, mas porque ninguém consegue passar por ela despercebido.


Até quarta, gente!

May Freire

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